Braço de Ensino da Ágora

O Novo Æon

Sem hierarquias. Sem líderes. Sem Messias. Apenas buscadores de sentido, construindo juntos.

O que é o Novo Æon?

O termo foi popularizado por Aleister Crowley em contexto thelêmico e esotérico. O objetivo do Æon não é mágico nem místico stricto sensu.

A inspiração de Crowley vem da interpretação filosófica do seu material. Em essência:

"Faze o que tu queres, pois há de ser o todo da Lei.
O amor é a lei, o amor sob vontade."

O que isso significa? Existe uma explicação, mas faz-se necessária uma exploração interna para buscar o verdadeiro significado. É um processo.

Não se trata de evolução espiritual ou mística, mas sim da abertura do senso crítico e analítico do ser humano, incentivando a neuroplasticidade.

O Æon é um braço de ensino da Ágora. O microcosmo dos buscadores e curiosos. Sem hierarquias, sem líderes, sem Messias. Nem os autores deste texto sabem exatamente como funciona o Æon. Eles próprios são buscadores de sentido.

A abertura do ceticismo saudável ocorre através da construção conjunta e do acesso ao inconsciente coletivo (místico ou não) para encontrar a sua (nossa) Vontade.

Serão apresentados conceitos nesta introdução. Não é importante que você os entenda para além de palavras vazias num primeiro momento. Basta ter consciência de tais termos e mantê-los em seu glossário mental (outra prática que será explicada no devido momento).

O primeiro passo para o Novo Æon é colocar seu tijolo e deixar sua marca nesta estrutura. Esse será seu primeiro exercício Noemático. Não são necessários longos textos para transmitir uma mensagem e deixar sua marca. Você não será avaliado, mas sua digital e sua energia serão eternizadas nos autos como arquitetos da eterna estrutura que representa o Novo Æon.

Questionar não é um caminho simples; haverá provações ao seu psicológico e à sua noção de realidade.

Se seu coração e sua coragem forem fortes o suficiente, a iniciação começa agora. Basta colocar sua essência em palavras e ressignificar a perspectiva.

Siga as seguintes etapas: aguarde uma noite clara, quando a lua for visível. Vá para o lado de fora e receba a luz. Encare a lua, tente observar as crateras, concentre-se nelas e esvazie a mente.

Faça isso até a imagem negativa da lua ficar queimada na sua retina. Poucos minutos costumam ser suficientes.

Ainda sob a luz, feche os olhos e medite na imagem. Projete-se até a lua. Não como indivíduo. Seja a cratera e nada mais. Tente desvincular o indivíduo do ego e seja somente aquela estrutura banhada de poeira por tempos incompreensíveis.

Caso esteja confuso, tente outro dia. Se tiver dificuldade, respire fundo e tente novamente em outro momento.

Quando tiver sucesso no conceito da cratera, imagine a história dela, fixa no mesmo lugar por tanto tempo. Regresse até o momento de sua formação, quando alguma rocha chegou até lá.

Voltaremos à rocha posteriormente. No momento, você não deve ser nada além da cratera.

Quando conseguir visualizar o instante do impacto, respire fundo e retorne com a mente limpa. Pense no conceito de Æon. Na palavra.

Não importa o conceito da palavra. Não é sobre o significado, é sobre a forma, a visualização da estrutura geométrica intrínseca ao termo, não daquilo que ele nomeia. Há uma resposta, mas os grandes segredos têm seu tempo.

O tempo atual é o seu tempo. Escreva sobre isso. Pode ser uma frase, podem ser quinhentas páginas. Pode ser uma ilustração ou uma música, ou apenas uma abstração esotérica que não seja possível identificar.

Mas exponha o que é o Æon. O que você descobriu a respeito desta meditação. Sua expressão se consolidará nos registros, e lhe será atribuído um título segundo as práticas de sincrematria.

Por que o Novo Æon?

O ser humano é dotado de uma grandeza não merecida. Acreditamos ser o centro de um universo que não se importa conosco. Há, portanto, duas vertentes interpretativas — e o Æon sempre apresentará ambas, tanto a prática quanto a esotérica, para que o membro utilize a explicação que melhor lhe convier.

Também é incentivada a transição entre as vertentes interpretativas. Não há dogmas nem conceitos gravados em pedra. O iniciado deve ser um questionador, jamais alguém que simplesmente aceite o que lhe é imposto. Conivência e submissão não são traços desejados no Novo Æon.

Agora, a resposta primordial: por que fazer parte disso? Bom, existem respostas. Se são satisfatórias, não cabe ao autor afirmar, haja vista que cada percepção subjetiva e cada resultado individual são únicos.

A existência mundana é falha. Nossa mente nos prega peças; somos todos facilmente manipulados por falsas promessas, ídolos farsantes e figuras de autoridade desviantes. Até mesmo por nossas próprias memórias. Recorde uma lembrança. Por mais nítida que ela pareça, a situação nunca terá sido daquela maneira. Cada vez que você se recorda de algo, a mente altera um pouco a lembrança — da mesma forma que temos a tendência de relembrar com muito mais facilidade os acontecimentos negativos do que os positivos.

Por que isso acontece? Temos uma resposta longa e uma curta, uma negativa e uma positiva. Tudo isso irá surgir ao longo do seu processo no Æon.

De igual modo, somos subordinados, enquanto seres humanos, a um regime das 8 às 18 para meramente subsistir. Ignorar a miséria alheia, revoltar-se com políticos através de comentários vazios nas redes sociais, enquanto dosamos continuamente dopamina para prolongar essa anestesia moral e ética. Olhe em volta para as cabeças deslizando celular abaixo quando estiver no metrô ou no ônibus.

São ciclos. Ciclos que precisam ser quebrados. E não somente para os participantes do Æon, mas para toda a humanidade.

Você deixará de ver e começará a enxergar. Recuperará uma habilidade há muito perdida e, talvez, receba uma nova perspectiva ou propósito. Não é uma promessa nem uma garantia. Mas a filosofia Æon salvou muitos de ciclos viciosos, filosofia esta que será construída por você.

Um Novo Æon o aguarda.
Basta dar o primeiro passo.

Coloque seu Tijolo na Estrutura

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O exercício Noemático descrito acima. Pode deixar em branco e enviar depois, se preferir.